18 de out de 2017

Desabafo e desculpas: o que eu anda fazendo com a minha vida?

OLÁ, CONTADORES DE ESTRELAS!

Apesar do título meio pessimista e existencialista, a postagem sou eu em um momento bom: e que bom.

Hoje eu dei uma olhada no blog e percebi que estou DOIS MESES sem postar nada, e acreditem, sem produzir muita coisa também. Acabei me envolvendo em inúmeros projetos, minha defesa de TCC é no fim do mês e eu fiz o que sempre odiei: me tornei vítima das circunstâncias.

Não é diminuir o peso de tudo que está acontecendo comigo, pelo contrário, é valorizar tudo, desde os momentos barra pesada até os momentos gostosinhos de existir e perceber que, de novo, eu transformei minhas responsabilidades em desculpas para o meu comodismo.

Eu me acomodei.

E dói DEMAIS ter que admitir isso, ainda mais uma geminiana raiz dessas. Brincadeiras à parte, acabei me afundando na minha rotina exaustiva e maluca, e com toda a exaustão que toma conta do meu corpo, menos resistente a pressões emocionais.

Pra quem não me conhece - no sentido de não conviver comigo - deve saber que eu sou muito à flor da pele, eu sinto raiva demais quando sinto raiva, etc etc etc, a real: eu exagero um pouco.

É preciso perceber os limites que a gente tem e respeitá-los, é preciso pesarmos na balança as circunstâncias, as adversidades, os socos na cara, e tudo bem ATÉ CERTO PONTO. A gente precisa LUTAR.

2017 está sim, sendo um ano daqueles. Mas qual não é? A impressão que eu tenho é que, a cada ano que passa, é só tudo mais intenso mais rápido e mais complicado e melhor.

A gente ainda pode e precisa assumir o controle da nossa vida, e entender que isso não significa ter o controle do mundo. Como diz a minha mãe, a gente precisa fazer o máximo que pode, o necessário, e o que não nos cabe, que não nos pese.

Mas que o que nos cabe, seja feito.

Então, como diz uma amiga minha: PAREMO, NÉ AMOR?

A vida é uma luta diária e árdua mesmo, mas é uma delícia.

Sejamos luz na vida das pessoas. Faça alguém sorrir hoje. Se organize.

Equilíbrio e paz.

Câmbio e desligo.

11 de ago de 2017

Sobre momentos mágicos da luta




HEYA GALERA!

Depois mais ou menos uns três séculos, eu voltei, e queria dizer que agora pra ficar, mas não sei dizer.

Mas posso dizer que estou aqui.

Vim conversar sobre resistência e as tais das energias divinas, do universo, o karma, ou seja lá o que você acredita.

No último final de semana (04-06 de agosto de 2017) eu estive presente no 6º Encontro Estudantil do IFC, graças aos meus meninos com contatos e muita determinação, então estivemos lá (a gente teve um apoio particular incrível também, só pra registro).
Foi, provavelmente, uma das melhores experiências da minha vida em diversos sentidos. Eu me senti em casa, à vontade e compreendida, além de conseguir falar de uma maneira como se eu estivesse na minha própria casa.

Eu estava.

Era tanta gente que exalava energia boa, resistência, luta e uma consciência de mundo incrível que pra mim, é impossível que todas as estruturas do meu ser não fossem, no mínimo, totalmente modificadas.

A maioria da galera faz parte do movimento estudantil, movimento esse que se une para correr atrás das coisas que estão erradas no âmbito educacional e tentar - a gente tenta - melhorar o que der. Seja na escala micro, seja na escala macro. Seja por meio de Grêmios Estudantis ou de ocupações, de conversas, bom, com os recursos que tivermos.

Aí eu tive o IMENSO prazer de conhecer essas duas meninas da foto acima, minhas xarás de luta feminista, luta estudantil e irmãs de nome.

Quando em todos os meus dias eu imaginaria que isso pudesse acontecer?

Eu poderia ficar aqui horas, sério, horas, falando sobre como esse final de semana foi engrandecedor pra mim, foi inspirador, mas eu queria destacar um agradecimento:

Vocês ajudaram com o meu salvamento. Eu não acredito que ninguém possa salvar ao outro, e por isso, vocês me deram força, mesmo sem saber, pra que eu mesma iniciasse meu processo de salvação.

Fiquei dias sentindo como se eu fosse a pessoa mais avulsa, errada, defeituosa e egoísta do planeta. Eu sabia que tinha gente por mim, e isso fazia com que eu me sentisse culpada, além de tudo, por não conseguir ficar bem mesmo com tudo o que eu tinha comigo.

Vocês me mostraram luz. Cada um, com cada palavra, cada sorriso, cada relato de resistência.

Meninas, OBRIGADA, por compartilharem seu tempo comigo, é MARAVILHOSO conhecer xarás como vocês. Nunca tinha me acontecido.

E essa era a minha mensagem: luta e resistência, mas com muito amor, dedicação e união, porque senão ninguém consegue.

Toda a galerinha presente no evento: nos encontramos por aí nas lutas da vida.

Força.

E lembrem-se: tirar uma gota do oceano não muda quase nada, mas experimenta tirar metade?

Empoderem-se e empoderem mais dois (ou duas).

Câmbio, desligo.

4 de jun de 2017

Será?



Me desculpa.
Me desculpa por pedir tantas desculpas. Eu não aguento mais isso também.
Ultimamente eu não venho aguentando muitas coisas. Nem lidando com a maioria delas. E eu juro juro juro que eu queria. Mas eu não consigo.
E eu não venho conseguindo muitas coisas.
Eu não sou assim. É uma maré ruim e eu sou ruínas. A tempestade não foi o que me derrubou e destruiu, mas as chuvas fracas. Cada gota se infiltrou em todo o meu ser e me transformou no monte de remendos que eu sou agora e eu sinto muito que você tenha me conhecido dessa maneira.
Eu sou brilhante. Brilhante, linda e cheia de vida. Eu irradio luz.
Mas agora eu tenho medo de levantar e acender as luzes e ter que encarar a realidade porque dói.
Eu não quero mais sentir dor.
Eu prefiro não sentir mais nada.
Mas eu não sou assim e não quero ser o eu que tenho pra te oferecer agora, mas é só o que eu tenho pra te oferecer e eu quero que você fique. E fique perto.
Mas ao mesmo tempo eu não acho que seja justo que você tenha que lidar com o caos que eu venho sendo.
Me desculpa por te procurar sempre que eu não consigo lidar com a pessoa que eu sou. E eu sei que você não tem ideia porque eu escondo a maioria das coisas. Porque eu não quero que sintam pena de mim e eu só preciso que você tenha paciência mas eu não tenho mais vontade.
Eu não sei o que está acontecendo comigo na maioria das vezes. Você me dá esperança, mas assim que some eu me perco.
Eu não preciso e não quero precisar de ninguém.
Mas talvez eu precise de você.
É pecado?
Será que tudo tem que ser assim tão difícil?
Eu não quero ser um fardo.
Dói.
Na maioria do tempo dói e eu só queria desaparecer ou voltar a ser a pessoa que eu sou no fundo.
Parece que nada do que eu faço inspira felicidade ou sentimentos bons.
Eu sou um caos. Um caos bonito, mas um caos.
Eu não sei mais o que fazer.
Estou cansada de me sentir sozinha.
E um pouco cansada de mim mesma.
Não quero decidir por você.
Por isso eu te ofereço as duas pílulas: azul e vermelha.
Uma delas diz que você gosta de mim mesmo que eu seja só ruínas e que aceita que é preciso paciência pra pessoa que eu sou que é muito mais frágil do que aparenta ser e que presta atenção demais nos detalhes e guarda tudo muito pra si e sente muito.
A outra diz que você não quer lidar com isso também.
Eu quero que você fique.
Mas eu quero que você se afaste e não torne tudo mais difícil do que já é.
Eu não sei de qual resposta eu mais tenho medo.
Não segure a minha mão se não puder aceitar tudo o que vem junto com isso.
Mas por favor, não solte a minha mão agora que eu estou prestes a desabar.
Esse texto é só pra dizer as coisas que eu tenho medo de te dizer e te afastar, e também que tenho medo de te prender a mim por um laço doloroso para qualquer uma das partes.
Eu sou mais delicada emocional e atenciosa do que eu demonstro. Vocês se acostumaram com a minha defensiva, ofensiva e frieza. Eu não sou exatamente assim.
Tem uma parte de mim – a mais bonita, desconfio – que não é nada do que alguém jamais poderia esperar de alguém que se parece comigo.
Eu tenho mais cicatrizes do que o meu sorriso deixa que apareçam.
E eu sou mais do que toda a dor que eu venho transportando.
Mas agora, eu não posso oferecer muito mais do que venho compartilhando.
Algum dia – e eu creio no universo, em Deus e em mim – eu vou conseguir voltar a transbordar.
Mas agora eu preciso que você tenha paciência.
E então, será que você é capaz de lidar com tudo isso?
Será que você quer ter que lidar com tudo isso?

Toma, é o que eu tenho pra te oferecer.

12 de abr de 2017

Não seja só um ônibus que me levou até o meu destino momentâneo



Final de semana passado fiz uma viagem pra uma cidade grande e tive a experiência de andar de ônibus em uma cidade grande. Fui a um terminal, e assim como eu, muitas pessoas precisavam chegar em algum lugar.

Muitas.

Tinha gente de todo tipo. Vi uma menina com um cabelo de uma cor forte - que esqueci assim que passei por ela. Fora ela, mais um punhado de pessoas indo, vindo, chegando, trombando com outras, indo ao encontro de alguém.

Assim como eu.

Hoje, sentindo falta de uma pessoa que ainda não foi embora, percebi que a vida é exatamente aquele terminal de Florianópolis.

Muitas pessoas vem e vão. Cada um com sua história, sua mochila e seus cabelos estranhos. Cada um tem um destino, mas antes, precisa parar no terminal.

Talvez o tal terminal seja a vida da gente.

Talvez tu seja aquele ônibus que eu deveria ter pegado, mas cheguei tarde demais. Quando me dei conta, você já tinha ido.

Não notei a maioria das pessoas que passavam ali, mas eu com cara de criança que chega em um lugar incrível e nova, observei admirada muitas pessoas que nem notaram a minha presença ali.

Mas eu senti cada presença. E senti cada ausência.

Hoje eu vim falar sobre a falta.

Porque umas semanas atrás, uma pessoa foi deixando devagar e eu fui percebendo. Quando me dei conta, já não era mais do que um rosto bonito e estranho, que eu não tinha contato nenhum.

E eu sei que tu faz isso de novo. Não te culpo exatamente por ir e não permanecer, talvez te culpe por me deixar acreditar que deveria entregar e mostrar tudo o que sou por inteiro, porque em alguns dias, se tudo continuar como está, você vai ser mais um rosto bonito e estranho que dessa vez, sabe muito sobre mim.

Eu queria que soubesse mais. E por isso estou aqui.

Porque eu vejo que tu estás indo aos pouquinhos, quase como se não quisesse que eu percebesse tua ausência até acordar um dia e não receber tua notificação (olha você fazendo a tela do meu celular acender).

Mas eu sempre noto.

E tua ausência aos poucos me dói, ainda, e eu já sinto tua falta.

Talvez eu tenha me admirado demais com o terminal e não me dei conta de que você era apenas um ônibus que me levaria ao meu destino momentâneo, e depois eu nunca mais veria.

Mas eu sempre vou lembrar do número da tua identificação e de como eu me senti leve, segura e madura ali. Aquecida.

Eu nunca vou esquecer da viagem curta e transformadora que tu foi.

Mas talvez, pra você, eu tenha sido só mais uma passageira.

E tudo bem.

Mas aproveita que ainda não foi e fica.

Fica.

29 de mar de 2017

O único e singelo sobre tu

Inicialmente, desculpas por ser tão relapsa. A vida tá cobrando bastante. Depois, perdão pelo tamanho, esse eu fiz umas semanas atrás, uns rabiscos na aula, mas 'tá aí.

Bom resto de semana!

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 Aprendi em física que mais do que apenas se atraírem, os corpos opostos sabem que o outro está ali, perto, pois tem algo entre eles que se interage. Também que é preciso que cada hipótese seja comprovada.
Comprovo toda vez que tu se aproxima.
Sinto em cada átomo a interação dos nossos campos elétricos, cada parte minúscula em mim sente quanto tu chega perto.
Tem algo entre nós que interage.

E aí eu sei de tu.